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quinta-feira, 30 de outubro de 2025

Os 10 anos que levei para terminar The Witcher 3

 

Quando você atinge uma certa idade, o tempo parece correr bem mais rápido... diferente de quando é criança, quando tudo parece demorar uma eternidade. Nessa brincadeira, o terceiro The Witcher parece ter sido lançado outro dia... mas 2015 já faz bastante tempo... dez anos se passaram!

Lembro como se fosse ontem: no lançamento do jogo, fui até uma Americanas e parcelei a bagaça em umas três vezes. Na época, eu tinha o PS4. Confesso que fui pelo hype que estava sendo criado em torno do jogo. RPG não é um estilo que me empolga muito, mas o fato de estar totalmente dublado me atraiu.


Em casa, ao colocar o jogo, me deparei com belos gráficos e uma história bem interessante. Mas a jogabilidade não me conquistou... e jogabilidade é o que mais me atrai em um jogo. Nele, tudo parecia muito travado. Eu, acostumado com jogos mais fluidos e acelerados (como os Tomb Raider Reboots e Bayonettas), demorei para me adaptar.

O interesse pela história me fez procurar os livros do Sapkowski, nos quais os jogos foram baseados. Vários já haviam sido lançados no Brasil. Li bastante, mas não todos. Isso me motivava a voltar ao jogo, para continuar a saga do Bruxo de Rívia.



E, nisso, surgiam sempre novos jogos, vários deles igualmente longos (Cyberpunk é um deles... que também demorei anos para terminar, kkk), o que me fazia deixar The Witcher de lado por tempo indeterminado. Voltava depois de dias... ou meses. Nesse meio-tempo, até uma versão para Switch foi lançada (em 2019), deixando todos incrédulos, pensando: “Como esse jogo roda no Switch?”. E realmente foi um port incrível!
Graças a essa versão, voltei a jogar com mais afinco (na época ainda não existia o cross-platform, então precisei começar do zero). Mas, por ser um RPG e ter uma jogabilidade que ainda não me conquistava, o progresso continuou lento, e acabei priorizando outros jogos novamente.

Outro fator que deixava minha progressão mais devagar era a vontade de fazer todas as sidequests que encontrava... eu ajudava até senhoras a limpar fuligem de panelas, se me pedissem, kkkk. Em compensação, a experiência do personagem ia às alturas.

Imagem da Versão Switch


O tempo passou... chegou o cross-platform dos saves em 2022 (até hoje existe um bug na versão de Xbox One que impede você de continuar um save de outra plataforma, caso tenha baixado a DLC da roupa alternativa da Ciri), junto com a atualização para a nova geração no mesmo ano. Mais empolgação... mas ainda lentidão, kkk.

Bom... eis que, neste ano, me dei conta de que se passaram dez anos! Que loucura!
Então botei na cabeça que iria terminar o jogo.
Dito e feito!

Fui passeando por todos os consoles possíveis, e a empolgação crescia a cada passo que me aproximava da Ciri na história. Até chegar a uma das cenas mais épicas e emocionantes do jogo, quando Geralt reencontra sua protegida. Ali, eu decidi: agora vamos até o fim!

E cheguei!

O confronto contra Eredin


O que para muitos seria apenas mais um jogo terminado, para mim foi uma vitória gigante — afinal, como disse, não sou dos RPGs.
Mas a história me prendeu durante todos esses anos, com idas e vindas.
Com a Caçada Selvagem (que, na história, a todo momento está atrás de Ciri) sempre à espreita, o jogo segue uma linha narrativa que te faz crer que não há chance contra eles, aumentando ainda mais a ansiedade para descobrir o desfecho. Tudo culmina em reviravoltas e em uma luta final épica!

Foi um caminho longo: somando todas as plataformas em que joguei, foram mais de 120 horas. 
Uma experiência extensa, mas prazerosa... e que, com certeza, me faz acreditar que este é realmente o grande jogo da oitava geração de consoles.




Jogarei mais jogos parecidos? Não sei, kkk! Já tentei vários RPGs, mas ir até o final é complicado. Ainda assim, gostei muito dessa experiência em especial. Talvez me empolgue para outros.

Como diria Ciri: Vamos tentar, então!

Vamos tentar então!